Em Jesus a mulher é olhada nos olhos, tratada com igualdade e de forma digna

O princípio da dignidade da pessoa humana nunca foi o mesmo após a vinda do Deus encarnado na terra. Além disso, exemplo dado por Cristo se estendeu até a era contemporânea, em que se tem estabelecido o real valor da mulher na história da humanidade.

Em uma das passagens relatadas nos evangelhos, no Capítulo 4 do Evangelho de João, Jesus se encontra com a mulher samaritana, à beira do “poço de Jacó”. Esse encontro não pode ser subestimado, pois transmite mais ensinamentos do que o próprio amor com que o Mestre tratava as pessoas. O relato ensina-nos sobre as reais necessidades da mulher e do ser humano.

Percebemos que estava ali uma mulher com uma história conturbada e marcada pela vergonha. É-nos relatado que ela tivera cinco maridos e o companheiro de então não era seu marido, como também que havia ido buscar água por volta do meio dia, quando todos já estavam longe. Diante disso, é fácil perceber que a mulher samaritana certamente fugia da acusação coletiva, da vergonha de uma vida promíscua e vazia.

Sabendo disso, Jesus ensina-lhe sobre suas verdadeiras necessidades e fontes de vida. O Mestre demonstra-lhe que a água que ela precisava, não era a água do poço de Jacó, mas a água viva que Dele vem.
Podemos passar toda a vida buscando suprir nossas necessidades, correndo atrás dos vários suprimentos que a vida oferece, mas só ficaremos saciados, somente encontraremos o sentido de viver, se bebermos da água que Jesus Cristo dá!

Da mesma forma, pelo histórico de sua vida sentimental, Jesus ensina-lhe que a fonte de sua alegria não poderia ser em um companheiro conjugal ou qualquer outra pessoa.

Não é difícil imaginarmos, que a mulher samaritana se entregara a vários homens, provavelmente, levada pelas emoções, sentimentos volúveis, pela carência ou necessidade de se sentir valorizada. Entretanto, a verdadeira fonte de vida e o real valor somente podem ser supridos no relacionamento com Jesus. Jesus é a fonte inesgotável.

Desse modo, quando colocamos nossas expectativas em “cisternas rotas”, ao vir as dificuldades e decepções, a fonte acaba e nasce o desespero.

Por isso, ao ser perguntado sobre outra necessidade – a de onde se devia adorar – Jesus rapidamente respondeu: “creia em mim, mulher…”!

A contribuição da vinda de Jesus foi vital, portanto, não só para o reconhecimento dos direitos femininos pela cultura e sociedade civil ao longo desses anos, mas traz, sobretudo, as respostas, para a real fonte de vida e alegria para todas as mulheres.

Pra. Marta Lança